Arquivofevereiro 2013

“Duro de Matar 5: Um Bom Dia Para Morrer” diverte, mas não faz jus à franquia

A GOOD DAY TO DIE HARD




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Já vamos deixar claro que “Duro de Matar 5: Um Bom Dia Para Morrer” não chega aos pés do primeiro filme, que ainda é, incontestavelmente, o melhor filme da franquia (e um dos melhores filmes de ação de todos os tempos, convenhamos). Também perde feio para o terceiro e nem tão feio assim para o segundo. Mas é melhor e mais legítimo que o quarto. Se não servir de consolo, talvez o ideal seja alugar a trilogia original e ficar longe das salas de cinema. Se servir, ainda dá para se divertir um bocado com Bruce Willis e seu bom e velho (mesmo) John McClane. Leia mais

“Indomável Sonhadora” emociona e diverte graças a boas escolhas

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“Indomável Sonhadora” talvez seja o filme mais estranho dessa temporada do Oscar, perdendo apenas para “O Mestre”, por um cabelo. Mas se o filme de Paul Thomas Anderson é marcado pelo acúmulo de tensão que não é nunca extravasado, “Indomável Sonhadora”, ao contrário, é uma sucessão de extravasamentos. Tudo é clímax, tudo é urgente, tudo é hiperbólico neste pequeno e belo filme. Leia mais

“A Hora Mais Escura” abraça o realismo para contar sua história

This undated publicity film image provided by Columbia Pictures Industries, Inc. shows Jessica Chastain playing a member of the elite team of spies and military operatives stationed in a covert base overseas who secretly devoted themselves to finding Osama Bin Laden in Columbia Pictures' gripping new thriller directed by Kathryn Bigelow, "Zero Dark Thirty." (AP Photo/Columbia Pictures Industries, Inc., Jonathan Olley)

“A Hora Mais Escura” começa com o áudio da caixa preta de um dos voos que atingiu o World Trade Center no fatídico 11 de setembro. Sem imagens. Logo depois, ainda no fundo preto, somos avisados de que o que veremos é baseado em fatos reais. Tudo isso faz parecer que Kathryn Bigelow, a diretora, oscarizada por “Guerra ao Terror”, já sabia o tipo de polêmica que causaria com o filme. E quis colocar mais lenha na fogueira. Leia mais

“O Voo” trata da espiral destrutiva dos vícios de forma sóbria

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Primeiro, uma recomendação: se você é dessas pessoas que têm problemas com avião, que passa a maior parte dos voos rezando baixinho, de olhos fechados, que dá um grito a cada solavanco e que pode até desmaiar com uma turbulência, talvez seja melhor não ver “O Voo”. Isso porque o mote do filme envolve uma queda de um avião, cuja tragédia maior é evitada pelo piloto `Whip` Whitacker, interpretado por Denzel Washington. E, de verdade, essa cena é sensacional. O que pode ser um problema, caso você seja uma dessas pessoas descritas na primeira frase. Leia mais

“Os Miseráveis” tem altos e baixos, mas emociona com as canções

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Antes da metade da exibição, “Os Miseráveis” encontra o seu ápice. É no corajoso take sem cortes, com a câmera fechada em seu rosto, que Anne Hathaway, encarnando a prostituta Fantine, canta a icônica “I Dreamed a Dream”. É a cena-resumo do filme, do ponto de vista estilístico, além de ser a melhor de todo o longa. Mas se o que vem antes e depois desta cena não consegue ser melhor do que isso, não quer dizer que esse todo seja ruim. Leia mais

“O Lado Bom da Vida” é o melhor que uma comédia dramática pode ser

(C) 2011 THE WEINSTEIN COMPANY

Em inglês, convencionou-se chamar filmes como “O Lado Bom da Vida” de `feel good movie`. O que quer dizer que são filmes agradáveis de se ver, recheados de personagens adoráveis, ainda que cheios de defeitos (mas todos defeitos adoráveis), com uma trilha bacana e edição espertinha, além de diálogos ágeis e saborosos. Esses filmes, inclusive, costumam perpassar pelas comédias românticas, mesmo não sendo obrigatoriamente uma comédia romântica. E se os `feel good movies` são um gênero, afinal, já dá para dizer que “O Lado Bom da Vida” é seu exemplar definitivo. Não apenas por conter todos os elementos do (vá lá) gênero, mas por subvertê-los. Tudo com muita leveza, claro. Leia mais