Arquivojulho 2017

Game of Thrones S07E02 – Stormborn

Stormborn

Texto cheio de spoilers. Leia por sua conta e risco.

Ao ver Stormborn, o segundo episódio desta sétima temporada, chama atenção a elegância da montagem, ainda mais notável pela direção de Mark Mylod, aqui em sua quinta colaboração em Game of Thrones. As transições entre cada segmento são mais orgânicas e livres, com liberdade para ir e voltar de um ponto para outro conforme a necessidade narrativa. É um capítulo sensivelmente mais agradável de ver do que os dos últimos três anos – quando os múltiplos focos faziam com que cada nova visita a Westeros parecesse uma série de pequenos recortes. Leia mais

Em Ritmo de Fuga

Baby Driver

Não há nada em Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, 2017) que seja particularmente novo. É a história do homem silencioso e envolvido no mundo crime que precisa fazer um último grande trabalho para salvar sua honra, seu amor e seu futuro. Quando se trata do roteirista e diretor Edgar Wright, porém, é sempre menos uma questão de “o que” está apresentado na trama e mais de “como” ela está apresentada. O resultado é puro deleite cinemático em uma conjugação absolutamente única de formas, cores e sons. Como todo grande filme deve ser. Leia mais

Game of Thrones S07E01 – Dragonstone

Dragonstone_10

Texto com spoilers de Game of Thrones. Leia por sua conta e risco.

Game of Thrones inovou pouco em seu retorno para a sétima temporada. Dragonstone, assim como a maioria dos episódios que abriram as últimas temporadas, possui uma função prioritariamente didática, responsável por nos ressituar em relação aos personagens ao mesmo tempo em que os reposicionam no tabuleiro de Westeros. Não por acaso a imagem literal de um tabuleiro com o mapa dos Sete Reinos aparece com destaque, reforçando a ideia de “jogo”, ao menos duas vezes: na conversa entre Cersei e Jaime Lannister (Lena Headey e Nikolaj Coster-Waldau) e na sequência final com Daenerys Targaryen (Emilia Clarke). Leia mais

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

A sanha hollywoodiana por lucros livres de riscos dita que uma propriedade com potencial de venda não ficará muito tempo sem receber uma nova versão e relançamento comercial. Para ser vendável, todavia, é preciso que a refilmagem apresente algo de novo, dizendo algo sobre o mundo em que vivemos. Portanto, para entender a que se propõe Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming, 2017) é preciso diferenciá-lo tanto da trilogia Homem-Aranha (Spider-Man, 2002, 2004 e 2007) quanto do díptico O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, 2012 e 2014). A até então inédita integração do personagem com o Universo Cinematográfico Marvel dá uma pista para começar este debate. Leia mais