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Jason Bourne

Jason Bourne

O hiato de nove anos entre O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, 2007), derradeiro filme da trilogia original, e este Jason Bourne (2016) foi preenchido por mudanças estruturais na organização geopolítica. Se Jason Bourne (Matt Damon) era o espião possível do pós 11/09 agora ele procura encontrar um lugar em um mundo pós Snowden e WikiLeaks. Vigilância e proteção de informações, subtemas caros ao cinema de espionagem, ganham novas dimensões. Não é mais a falta de memória e a busca pela própria identidade que movem o personagem. É a busca pela verdade em sua história pessoal, que se traduz como metáfora nas mentiras que movem o mundo. Leia mais

Interestelar

Interestelar

Em certo sentido é como se o diretor Christopher Nolan encerrasse uma trilogia com Interestelar. Um projeto que começou em O Grande Truque (ainda seu melhor trabalho) e foi levado adiante em A Origem. O tema que os três filmes encerram, mesmo sendo tão diferentes entre si, é o próprio cinema. Ou, de forma mais ampla, a importância da arte para que a civilização siga adiante.

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Indecisão de gênero compromete resultado de “Caçadores de Obras-Primas”

Os Caçadores de Obras-Primas

O espírito de “Caçadores de Obras-Primas”, seu coração, está no lugar certo. Já faz um tempo que o cinema parece clamar por um filme de guerra com a leveza de um “M.A.S.H.” ou “Hogan`s Heroes”. Mas a execução, infelizmente, deixa a desejar justamente porque esse clima mais suave não é abraçado em sua plenitude. O que acontece é que, quando ele resolve ficar mais pesado, dando um certo choque de realidade, o tom é tão deslocado que o estranhamento é inevitável.

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“Elysium” usa ficção científica para fazer crítica social

Elysium-screenshot-20

Assim como “Distrito 9″, filme anterior do diretor Neil Blomkamp, “Elysium” é uma ficção científica com uma clara crítica social. Mas, ao contrário do primeiro, que usava uma metáfora mais discreta, do opressor tomando a forma e o lugar do oprimido, aqui não há sutileza. Há uma mensagem a ser entregue ao espectador e todos os elementos, estéticos ou narrativos, são uma desculpa para o fazer. Leia mais