Tag - Michael Keaton

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

A sanha hollywoodiana por lucros livres de riscos dita que uma propriedade com potencial de venda não ficará muito tempo sem receber uma nova versão e relançamento comercial. Para ser vendável, todavia, é preciso que a refilmagem apresente algo de novo, dizendo algo sobre o mundo em que vivemos. Portanto, para entender a que se propõe Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming, 2017) é preciso diferenciá-lo tanto da trilogia Homem-Aranha (Spider-Man, 2002, 2004 e 2007) quanto do díptico O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, 2012 e 2014). A até então inédita integração do personagem com o Universo Cinematográfico Marvel dá uma pista para começar este debate. Leia mais

Spotlight – Segredos Revelados

Spotlight - Segredos Revelados

A construção narrativa é o maior ponto de contato entre o jornalismo e o cinema. Por isso Spotlight – Segredos Revelados (Spotlight, 2015) é um filme metalinguístico em sua essência. Ao acompanhar uma equipe especializada em jornalismo investigativo do Boston Globe mergulhando fundo em casos de pedofilia acobertados pela Igreja Católica o diretor Tom McCarthy trata do poder que há em uma história. Mas ela precisa ser contada do jeito certo. Leia mais

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

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A palavra de ordem aqui é Legitimidade. Com “l” maiúsculo e tudo mais. Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) é um filme sobre como parte de se sentir um ser humano completo envolve ter um monte de pessoas nos dizendo que somos muito bons naquilo que nos propomos fazer. No caso de Riggan Thomas (Michael Keaton), isso implica produzir, escrever, dirigir e estrelar uma peça da Broadway baseada no complexo e trágico conto What We Talk About When We Talk About Love, de Raymond Carver. Leia mais

“RoboCop” de José Padilha aponta para outro inimigo

RoboCop

A maioria das pessoas que abre para ler um texto sobre o novo “RoboCop”, o dirigido pelo brasileiro José Padilha, está, nem que secretamente, querendo saber o seguinte: “é ou não melhor que o do Paul Verhoeven?” A resposta simples é não, não é melhor. Mas a resposta complicada é que não é melhor porque, ainda que partam de uma mesma premissa, são filmes que querem dizer coisas distintas, para audiências distintas, em tempos distintos. E saber exatamente qual é sua mensagem é a grande força dessa nova versão, já que é isso que justifica, para começo de conversa, a existência dela.

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Batsemana especial, parte 2 – a era Tim Burton

Batsemana especial, parte 2 – a era Tim Burton

Eram os últimos anos da década de 80 e tudo parecia convergir para um filme do Batman. Os quadrinhos já haviam reestabelecido o herói para públicos adultos (além da própria mídia já estar sendo melhor aceita pelos mais velhos, que é quem tinha dinheiro para consumir), e já haviam sido produzidos quatro filmes do Superman, estrelados por Christopher Reeves, todos com relativo sucesso de bilheteria. Leia mais