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Doutor Estranho

Doutor Estranho

Ao longo da última década a Marvel abusou do modelo de usar o cinema de gênero como base para suas produções – Homem-Formiga (Ant-Man, 2015) usa as bases do thriller de assalto, Os Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014) é uma ópera espacial. Se este processo criou um gênero independente, Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016) é um mergulho dentro da própria Marvel, partindo da “história de origem” do primeiro Homem de Ferro (Iron Man, 2008) para ir além. O resultado é talvez o mais humano dos filmes lançados pelo estúdio. Leia mais

Ave, César!

Ave, César!

Há muito de reflexão cinematográfica no trabalho dos irmãos Coen. Não apenas nas farsas mais óbvias, como Barton Fink – Delírios de Hollywood (Barton Fink, 1991), sobre um roteirista de sucesso na Broadway que sofre para escrever cinema, ou E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (O Brother, Where Art Thou?, 2000), uma versão cômica e atualizada da Odisseia de Homero e portanto uma paródia de toda narrativa ocidental. Mas principalmente em filmes como Fargo (1996), um anti-noir, e Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum (Inside Llewyn Davis, 2013), uma desconstrução de normas de roteiro. Ave, César! (Hail, Caesar! 2016), pois, segue esta mesma linha: é tanto carta de amor quanto revisão crítica do cinema clássico e da grande Era dos Estúdios em um só tempo. Leia mais

A urgência de “O Expresso do Amanhã”

snowpiercer

Tivesse estreado no Brasil à época de seu lançamento original, “O Expresso do Amanhã” iria encontrar um povo que começava a se manifestar contra os desmandos do governo, cujo misto de incompetência e mau caratismo seguiam (e seguem) sendo descontados na população. Dois anos depois, o filme encontra um país dividido. Todos desiludidos, exigindo mudanças, em uma disputa ideológica que, por ser seletiva em relação aos temas que levam à revolta, parece mais e mais implicar em um conflito de classes antes de qualquer coisa. O que faz essa história ainda mais urgente e precisa. Leia mais