AutorLuiz Gustavo Vilela

“O Cavaleiro Solitário” sofre de excesso de tempo e Johnny Depp

Pelo jeito, ficaria feio para a produção gastar mais de US$ 200 milhões e fazer um filme de uma hora e meia. Um pouco mais, talvez. Só isso pode explicar o longo arrastar de “O Cavaleiro Solitário” através de duas horas e meia. E, creia-me, para fins de blockbuster de verão (hemisfério norte), uma hora de gordura é bastante coisa na hora de dar ritmo narrativo. Leia mais

“O Homem de Aço” mostra os conflitos de ser Superman

É possível que o grande acerto de “O Homem de Aço” envolva um profundo aprendizado do erro central de “Lanterna Verde”: dar super-poderes para a pior pessoa possível. Imagine que o capitão do time de futebol americano, o cara que pratica bulling ou um babaca qualquer, além de ter tudo nas mãos ainda ganha poderes cósmicos. Superman não é exatamente o cara que pratica bulling, mas ele é, ao menos, o escoteiro, o filho perfeito. Os poderes mais sublinham sua perfeição do que simbolizam algum tipo de tormento. Leia mais

Divertido, “Meu Malvado Favorito 2″ tenta resolver questões desnecessárias

Em 2013 já não cabe mais questionar o porquê de se fazer uma continuação de um sucesso cinematográfico. A questão maior é: qual história será contada? No caso específico de “Meu Malvado Favorito 2″ existem, basicamente, três conflitos apresentados para Gru, agora que ele não é mais um vilão e aceitou bem o fato de ter que cuidar e dar carinho para três lindas garotinhas. Leia mais

“Truque de Mestre” ganha pelo charme e agilidade

Ainda que se disfarce de filme de mágica, “Truque de Mestre” é, enquanto gênero, na verdade, um filme de roubo. No melhor estilo “11 Homens e um Segredo”. Charmoso, rápido, divertido e cheio de pequenas e grandes reviravoltas, que na verdade não importam muito, mas deixam a coisa toda ainda mais empolgante. Dito isso, o `truque` para curtir o filme talvez seja vê-lo apenas uma vez. E ainda, testemunhando contra o sentido deste próprio texto, não ler muito sobre antes de assistir – mas vale a pena voltar aqui depois, viu? Leia mais

“Universidade Monstros” foge da mesmice ao pegar o caminho mais difícil

“Universidade Monstros” tinha tudo para ser apenas correto, especialmente dentro do histórico da Pixar – “Wall.E”, “Toy Story”, etc. Engraçado, claro. Charmoso, sem dúvidas. Mas quando ele transforma seu clímax em um anti-clímax, estendendo a narrativa e pervertendo uma previsível lição de moral – porque as animações substituíram as fábulas como formadoras morais das nossas crianças -, ele se torna algo um pouco mais interessante e importante do que um blockbuster de meio de ano. Leia mais

“O Lugar Onde Tudo Termina” reflete sobre os ciclos da vida

Há um incômodo claro em relação a “O Lugar Onde Tudo Termina” para o espectador médio. São três atos completamente distintos, ainda que interligados, que mais lembram a estrutura de peças do teatro clássico, ou mesmo longos romances que abraçam períodos extensos das vidas de seus personagens. Isso, aliado ao fato de que o filme é um drama pesado, sem deixar claro quem é mocinho e quem é bandido, não facilita para quem está mais acostumado a blockbusters atravessar as mais de duas horas de exibição. Mas o resultado final, se houver uma chance, pode ser recompensador. Leia mais

Park Chan-wook estreia bem no cinema americano com “Segredos de Sangue”

Em geral, quando um diretor com uma pegada extremamente autoral, vindo de outros países, faz sua estreia em Hollywood, a coisa não é boa. Walter Salles e seu “Água Negra” estão aí para provar isso. Mas essa não é uma regra e “Segredos de Sangue”, do coreano Park Chan-wook, é a evidência disso. Se você conhece sua “Trilogia da Vingança” (“Simpatia Pelo Senhor Vingança”; “Oldboy”; e “Lady Vingança”), bem como “Sede de Sangue”, vai reconhecer todas as marcas do diretor aqui. Leia mais

“Antes da Meia-Noite” lida com questões mais maduras que antecessores

Julie Delpy e Ethan Hawke em Antes da Meia-Noite

Eles eram jovens que se encontraram e se amaram e tinham a vida toda pela frente. Agora eles já não são mais tão novos assim e uma boa parte de seu tempo já passou. E isso tem um peso enorme sobre suas (nossas?) vidas. Especialmente porque quanto mais velhos ficamos, menos tempo gastamos com nós mesmos, mas com filhos, trabalho, contas e assim por diante.

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“O Grande Gatsby” não faz jus à obra de Fitzgerald

Em geral é injusto com um filme fazer comparações com a obra literária que lhe deu origem. Mas quando se trata de um livro tão importante e com tantos méritos quanto “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald, um dos maiores romances americanos do século 20 (em minha modesta opinião), a injustiça é com o livro. E, considerando que em todo um mundo de histórias de amor em que Baz Luhrmann poderia se apoiar para fazer seus exercícios de estilo ele resolveu escolher justamente a história de Jay Gatsby, a responsabilidade da injustiça fica com o diretor. Leia mais