AutorLuiz Gustavo Vilela

“O Impossível” conta história real de sobrevivência ao tsunami

“O Impossível” conta história real de sobrevivência ao tsunami

As cenas que envolvem o horror e desespero do tsunami em “O Impossível” já são angustiantes o bastante por si mesmas. Mas acabam potencializadas por todo o tempo que o diretor, Juan Antonio Bayona, dedica a mostrar a felicidade de todos que estavam curtindo suas férias por lá. Especialmente da família protagonista, encabeçada por Ewan McGregor e Naomie Watts, além dos três filhos. É quase meia hora de projeção focada em como essa família é unida e está feliz de poder passar um tempo juntos, em um lugar paradisíaco. Mostrar a interrupção de toda essa felicidade é o que potencializa a sensação de angústia quando a família é separada pela força da natureza. Leia mais

“As Aventuras de Pi” discute religiosidade com espetáculo visual

“As Aventuras de Pi” discute religiosidade com espetáculo visual

“Essa história vai fazer você acreditar em Deus”, repete o escritor que está atrás de uma história, quando Pi, já adulto e vivendo no Canadá, lhe pergunta por que ele quer saber sobre seu acidente trágico. Foi essa frase, dita por um tio de Pi, que motivou a ida desse escritor até o Canadá para ouvir seu relato. E que relato. Porque, ainda que você não termine o filme acreditando em Deus, não é possível negar a força das imagens e da construção narrativa que Ang Lee faz em “As Aventuras de Pi”. E sim, há uma profunda e bela reflexão sobre religiosidade ao longo de toda a narrativa. Leia mais

“O Hobbit – Uma Jornada Inesperada” foi feito para agradar os fãs

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Em geral, não se considera de bom tom que um texto que pretende analisar uma obra de arte seja baseado no gosto pessoal ou na memória afetiva do autor. Mas, para falar de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, resolvi trabalhar no campo da exceção. Começo, pois, com um aviso: eu gosto, e muito, da trilogia original “O Senhor dos Anéis”. Li os livros anos atrás, ao longo de minha adolescência e guardo as histórias de Tolkien com grande carinho, como parte da minha formação. Mas, se você não gosta, sinto lhe dizer que “O Hobbit” será uma tortura para você. Leia mais

“A Escolha Perfeita” retrata o competitivo mundo dos corais americanos

“A Escolha Perfeita” retrata o competitivo mundo dos corais americanos

Dizem que só existem 12 histórias possíveis, narrativamente falando. E que todo filme, livro, peça ou jogo não passa de uma variação de uma delas. Se for verdade, a história do time de desajustados que precisa encontrar forças um nos outros para trilhar um caminho próprio e triunfar onde outros tantos são favoritos, em geral contando com um milagre ou dois no meio do caminho, só pode fazer parte desta dúzia. Exemplos não faltam: “The Ducks”, “As Apimentadas”, “Mudança de Hábito 2”, “Vem Dançar”, “Virando o Jogo”, entre tantos outros. Os exemplos são infinitos. E, agora, infinito mais um. Leia mais

“Um bom roteiro é o que conta uma história”, diz Guillermo Arriaga, em entrevista ao POP

A pele branca e os olhos azuis não denunciam facilmente, para quem não o conhece, a origem mexicana de Guillermo Arriaga. Autor dos textos originais de “Amores Brutos”, “21 Gramas” e “Babel”, além de ter dirigido “Vidas Cruzadas”, Arriaga acabou se tornando um dos mais inventivos, por sua originalidade em tempos de remakes e continuações, roteiristas de nosso tempo.

Vestido como um gringo, de calça e camisa em tons cáqui, Arriaga estava cansado. Veio ao Brasil para uma palestra de dois dias sobre roteiro, através do projeto Ficção Viva. Suas técnicas e estruturas, completamente distintas do convencional (chegou a se dizer ofendido quando via pessoas elogiarem a edição de filmes como “21 Gramas”, já que a estrutura já estava pensada no roteiro). Ainda assim, teve disposição para uma rápida conversa comigo sobre sua formação, carreira e preferências.

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“Magic Mike” investiga o mundo dos strippers masculinos

“Magic Mike” investiga o mundo dos strippers masculinos

Em certo momento de “Magic Mike”, o personagem-título, interpretado por Channing Tatum, conversa com Brook, papel de Cody Horn, irmã de Adam, o jovem stripper protegido por Mike e vivido por Alex Pettyfer, enquanto caminham em uma praia. Ela diz não entender por que seu irmão escolheu fazer strip-tease para viver. Ele responde que ele tem apenas 19 anos e que esse emprego lhe dá mulheres, dinheiro e diversão à vontade.

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“A Origem dos Guardiões” mostra um outro lado das fábulas clássicas

“A Origem dos Guardiões” mostra um outro lado das fábulas clássicas

A ideia é bem boa. Colocar algumas das figuras mais facilmente reconhecíveis da cultura ocidental para enfrentar uma batalha pela fé (e sanidade mental) das crianças. Claro, por facilmente reconhecíveis, eu estou falando de Europa e EUA. Mas como crescemos sob profunda influência cultural, para não dizer “dominação”, são poucos os elementos que carecem de uma maior explicação. Leia mais

“Curvas da Vida” não inova em nada, mas tudo bem

“Curvas da Vida” não inova em nada, mas tudo bem

Pelo trailer já dá para saber que tipo de filme vamos ver em “Curvas da Vida”. Muito porque já vimos este filme algumas tantas vezes antes. Porque é o filme do homem velho e sua filha que precisam se reconciliar. Mas também é o filme do amor improvável entre duas pessoas de mundos diferentes que, surpreedentemente, têm muito em comum (até que haja um desencontro). E também é um filme sobre conflitos de gerações, e sobre como não se deve simplesmente descartar pessoas mais velhas e seus métodos, em favor de novas tecnologias. Leia mais

“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2″ encerra a série sem grandes emoções

“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2″ encerra a série sem grandes emoções

Se o último filme termina com um close nos olhos de Bella Swan, novamente interpretada por Kristen Stewart, “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2” começa com a câmera subjetiva mostrando o ponto de vista da mais nova vampira. Seus novos sentidos, hipersensíveis, depois de perscrutar todo o ambiente, acabam chegando a Edward, papel de Robert Pattinson, que é uma forma de nos lembrar que o amor dos dois é a coisa mais importante nesse filme. Leia mais

“Argo” traz o melhor de Affleck em frente e atrás das câmeras

“Argo” traz o melhor de Affleck em frente e atrás das câmeras

Com “Argo”, Ben Affleck deixa de ser um dos diretores mais promissores trabalhando em Hollywood, para se tornar um dos melhores diretores trabalhando em Hollywood. Sua trajetória por trás das câmeras sempre foi uma possibilidade, desde que estourou coescrevendo, junto de Matt Damon, o roteiro de “Gênio Indomável”, e ganhando um Oscar por isso. Ali ele já demonstrava boa mão para a narrativa, mas resolveu focar em sua carreira como ator. Felizmente, mudou de ideia alguns anos atrás, fazendo o bom “Medo da Verdade” e o ótimo “Atração Perigosa”. Mas “Argo”, seu terceiro filme, está em outro patamar. Leia mais