Depois de ganhar um Oscar pelo irretocável thriller “O Segredo dos Seus Olhos”, o argentino Juan José Campanella mudou completamente de direção em relação ao seu próximo projeto. Partiu para uma animação, em computação gráfica. Este “Um Time Bom de Bola”. Se por um lado fica claro porque ele escolheu esse projeto – a temática futebolística; a liberdade estética -, por outro, é difícil entender como alguém já tão tarimbado não percebe como o roteiro foi mal construído. Leia mais
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Não é exagero dizer que se você gostou do primeiro “Sobrenatural”, deve gostar também do “Capítulo 2″. Todos os elementos estão lá. As atuações corretas, a maquiagem de circo de horrores, a trilha sonora de violino e piano que são mais irritantes que assustadoras, a necessidade dos personagens de resolver boa parte da ação na parte da noite e os belos enquadramentos que usam planos sem cortes para ajudar na criação da atmosfera de tensão.
Filmes de amadurecimento já são considerados um gênero à parte em Hollywood. E dá para entender o apelo, considerando o quanto a cultura deles – e a nossa por osmose – é voltada para a adolescência, momento em que, supostamente, mais amadurecemos efetivamente. Mas, vira e mexe, aparecem alguns filmes que se sobressaem. Às vezes por perverter a fórmula. Às vezes por abraçá-la e mostrar novos aspectos, ainda enexplorados. “Amor Bandido” é do segundo tipo. Com louvor. Leia mais
A sequência inicial de “Capitão Phillips” não apenas são uma aula de bom cinema, aquele que usa as imagens para criar relações de sentido, como estão lá para estabelecer perfeitamente quem são os dois pólos, os dois personagens centrais do longa, de onde vieram e para onde vão. À seu modo particular, tanto Richard Phillips quanto Muse – papéis de Tom Hanks e Barkhad Abdi – têm suas preocupações, medos e angústias e precisam deixar isso de lado para o que é mais um dia, mais uma jornada, de trabalho. Leia mais
Kristen Wiig, depois do sucesso de “Missão Madrinha de Casamento”, aproveitou para desenrolar “Minha Vida Dava um Filme”, projeto pelo qual era apaixonada. Mas, diferente da comédia escrachada, para adultos, do primeiro, este aqui tem um ar de filme independente americano. Daqueles em que os personagens são disfuncionais e adoráveis e que acabam aprendendo sobre si mesmos ao longo de sua trajetória. Pena que não consiga ir além de emular parte desse universo. Leia mais
A verdade é que a temática de `uma família que está sitiada em uma casa, à mercê de maníacos` foi explorada melhor e de forma mais contundente por Michael Haneke em suas duas versões de “Violência Gratuita”. Em seus melhores momentos, “Uma Noite de Crime” coloca seus personagens diante de duras questões morais, enquanto Haneke dá um passo além e joga essas questões para quem assiste. Leia mais
De certa forma, um ciclo se fecha em “Thor: Mundo Sombrio”. A jornada do herói interpretado por Chris Hemsworth, iniciada em “Thor”, encontra seu fim aqui. Ele, que começou como um menino mimado, que não se interessava pelas consequências de seus atos e pensava ser invencível, acaba se tornando o nobre herói que usa sua força para causas maiores e mais importantes do que sua própria glória. Leia mais
O elementos dos melhores thrillers criminais estão todos lá. Ganância, trapaças, personagens de moral dúbia, tiroteios, assassinatos elaborados, mergulho no lado sombrio, arrogância e desespero. Mas “O Conselheiro do Crime” – péssima tradução para “Counselor”, que significa, pura e simplesmente, advogado – não deixa essas coisas em primeiro plano. O que fica escancarado são diálogos que oscilam entre o existencial e o alegórico. Nunca são expositivos – ou, mesmo quando são, apenas se revelam como tal várias cenas adiante. Isso não facilita a vida de quem assiste. Leia mais
Se formos montar uma escala para as comédias nacionais, colocando como a potencialmente pior “Vai que Dá Certo” – paródia que não agradou nem público nem crítica -, em um extremo, e, no outro, “Saneamento Básico – O Filme” – sucesso de crítica, e entre o pouco público que assistiu -, “Meu Passado Me Condena” pende mais para o segundo. O que não quer dizer que seja um grande clássico do cinema nacional, nem nada. Mas é simpático que só vendo. Leia mais
Heitor Dhalia passou um tempo em Hollywood e, pelo jeito, tirou mais deles, em conhecimento ao menos, do que se esperava pelo suspense “12 Horas”. “Serra Pelada” aprende a ser cinematográfico – hollywoodiano, se preferir – sem abrir mão do comentário social, tão caro ao (bom) cinema nacional. A esperteza está em usar o ambiente hostil junto do pano de fundo histórico, os últimos anos da Ditadura Militar, para fazer um filme que alterna entre o faroeste e o gângster. Leia mais
