Assim como “Distrito 9″, filme anterior do diretor Neil Blomkamp, “Elysium” é uma ficção científica com uma clara crítica social. Mas, ao contrário do primeiro, que usava uma metáfora mais discreta, do opressor tomando a forma e o lugar do oprimido, aqui não há sutileza. Há uma mensagem a ser entregue ao espectador e todos os elementos, estéticos ou narrativos, são uma desculpa para o fazer. Leia mais
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Não é a primeira, nem será a última, vez que veremos um filme que irá se prestar a homenagear os clássicos de máfia – filmes que, de “Scarface”, de 1932, à “Os Infratores”, do ano passado, habitam os cinemas. Mas poucas vezes isso foi feito com tanta graça quanto em “A Família”. E pode colocar até mesmo “A Máfia no Divã”, interpretada pelo mesmo Robert De Niro, que, desde “Cassino”, é capaz de, mesmo dormindo, construir um mafioso convincente. Leia mais
Não há nada de novo em “A Invocação do Mal”. Na verdade, uma forma de ver o filme é como uma colagem de vários outros filmes de horror, especialmente aquele subgênero específico que envolve uma família que resolve se mudar para uma casa nova, sem se dar conta de que lá foi palco de atos terríveis. A outra forma é notar como esses elementos são combinados de forma harmônica, buscando algo além do que sustos fáceis, mas a criação de um clima de tensão que vai crescendo, pouco a pouco, ao longo do filme. Leia mais
Há algo de sublime na rivalidade. Essa beleza acaba sendo passada para as obras de ficção que abraçam o tema. Não apenas em produções focadas em esportes, celeiro natural do assunto, mas em toda narrativa que enfoca competições – das melhores às piores – já que parte da tensão envolve colocar pólos opostos disputando o mesmo objetivo. Mas “Rush: No Limite da Emoção” – e uma única menção ao subtítulo tosco da versão brasileira é mais do que suficiente – eleva a noção de rivalidade para outro patamar, mais elevado, do ponto de vista cinematográfico.
O maior elogio possível a “O Ataque” é definí-lo como uma espécie de “Duro de Matar na Casa Branca”. Isso porque boa parte das melhores características do clássico de Bruce Willis estão aqui presentes. E são justamente elas que fazem com que “O Ataque” paire ligeiramente acima da média do cinema de ação descerebrado hollywoodiano. Mas apenas ligeiramente. Leia mais
Fazer uma biografia implica em enfrentar uma série de armadilhas narrativas. Isso porque o tema é uma vida humana, com todas as suas nuances, incogruências e contradições, que precisará ser resumida em coisa de duas horas. Existem formas de se fazer isso sem se perder. Sem cair nessas armadilhas. “Jobs”, infelizmente, não é um bom exemplo disso.
Não é nem que “Os Estagiários” seja ruim, exatamente. É um filme simpático e dá para rir bastante em várias partes. O problema é que ele promete – pela simples reunião entre Vince Vaughn e Owen Wilson – mais do que entrega. E, infelizmente, os clichês do roteiro absolutamente genérico não ajudam em nada, fazendo com que a química entre os dois atores seja a única coisa a sustentar duas horas de projeção. E talvez até seja suficiente, mesmo. Leia mais
O Sonho Americano dá a tônica de “Sem Dor, Sem Ganho”. Não que precise ser um gênio para perceber como a trama reflete os anseios de um povo que se acostumou a ser melhor do que todo o resto do mundo. A expressão “Sonho Americano” é repetida milhares de vezes ao longo da trama pelos personagens. E, assim como o próprio Sonho Americano, o filme é uma explosão de euforia completamente vazia, tanto para seus participantes dentro da trama, quanto para os espectadores. Leia mais
Vendo os trailers, dá até para imaginar que “Círculo de Fogo” é sobre robôs gigantes que foram criados pela humanidade para enfrentar monstros igualmente enormes que estão invadindo a Terra através de uma brecha no meio do Pacífico. Quer dizer, isso tudo está lá, mas não é sobre isso que é o filme. Nem mesmo sobre as impressionantes batalhas entre essas duas facções. Leia mais
“Charme” é um conceito difícil de ser definido ou apreendido. Há uma série de fatores ou truques que nos fazem chegar perto dele ou mesmo enganam por algum tempo. Mas sabemos de cara quando algo tem ou não. E, dá para dizer sem medo de errar: “RED: Aposentados e Perigosos” tem charme; “RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos” não. Mas até que diverte. Leia mais
