Em geral, quando um diretor com uma pegada extremamente autoral, vindo de outros países, faz sua estreia em Hollywood, a coisa não é boa. Walter Salles e seu “Água Negra” estão aí para provar isso. Mas essa não é uma regra e “Segredos de Sangue”, do coreano Park Chan-wook, é a evidência disso. Se você conhece sua “Trilogia da Vingança” (“Simpatia Pelo Senhor Vingança”; “Oldboy”; e “Lady Vingança”), bem como “Sede de Sangue”, vai reconhecer todas as marcas do diretor aqui. Leia mais
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Eles eram jovens que se encontraram e se amaram e tinham a vida toda pela frente. Agora eles já não são mais tão novos assim e uma boa parte de seu tempo já passou. E isso tem um peso enorme sobre suas (nossas?) vidas. Especialmente porque quanto mais velhos ficamos, menos tempo gastamos com nós mesmos, mas com filhos, trabalho, contas e assim por diante.
Em geral é injusto com um filme fazer comparações com a obra literária que lhe deu origem. Mas quando se trata de um livro tão importante e com tantos méritos quanto “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald, um dos maiores romances americanos do século 20 (em minha modesta opinião), a injustiça é com o livro. E, considerando que em todo um mundo de histórias de amor em que Baz Luhrmann poderia se apoiar para fazer seus exercícios de estilo ele resolveu escolher justamente a história de Jay Gatsby, a responsabilidade da injustiça fica com o diretor. Leia mais
Mesmo um homem como Tony Stark fica abalado depois de passar por aquilo tudo em “Os Vingadores”. Exécito alien, semi-deuses, Hulk, lendas americanas e até pegar uma bomba nuclear com as mãos. Tudo isso deixou o nosso playboy, gênio, milionário, filantropo favorito à beira de um colapso nervoso, o que resulta em um acesso de criatividade sem igual. Isso, junto de alguns fantasmas do passado, que voltam para assombrá-lo, mais um terrorista internacional completamente insano, compõe o cenário de “Homem de Ferro 3″.
Dwayne Johnson é, de longe, o mais carismático ator de ação de sua geração. Sempre caindo como uma luva em projetos em que eram necessários músculos e um pouco de atuação. Em “O Acordo” ele dá um passo além: sustenta todo o filme com sua atuação, não com seus músculos. E encara de frente gente muito mais escolada nisso, como Barry Pepper, Jon Bernthal, Michael K. Williams e, claro, Susan Sarandon. O mais impressionante nisso tudo é que ele não faz feio. Leia mais
Um grupo de jovens sendo atacados por forças sobrenaturais em uma cabana que fica no meio de uma floresta é um mote recorrente do cinema de horror. Desde “A Noite dos Mortos-Vivos”, grande clássico de George A. Romero, até a subversão desse subgênero com “O Segredo da Cabana”, passando pelo trash-cult “Evil Dead – A Morte do Demônio”, dirigido por Sam Raimi. E é esse último que foi refilmado se tornando este nosso “A Morte do Demônio”. E, para fins de evitar confusão, vou me referir ao original apenas como “Evil Dead”.
Por algum motivo, o cinema de Brad Anderson só voltou a ter algum destaque agora, com “Chamada de Emergência”. Isso é curioso para alguém que esteve à frente de “O Operário”, filme que tem o trabalho mais devastador da carreira de Christian Bale, ainda antes de encarnar o Batman. Entre um e outro foram quase dez anos, dois longas que passaram ao largo das grandes distribuidoras, e muito trabalho em episódios de séries (algumas muito boas, como “The Wire”). O ponto é que “Chamada de Emergência” está anos-luz de sua performance em “O Operário” – o que nem quer dizer que seja um filme ruim. Mas se ele serve para colocar Anderson nos holofotes, é muito bem-vindo. Leia mais
Se tem uma coisa que dá para falar sem medo sobre “Oblivon” é de sua beleza estética. Mesmo quando é feio e sujo, o filme ainda é absolutamente bonito. Todo o visual é bem cuidado. Dos figurinos aos grandes cenários, especialmente as ruínas de Nova York, passando pelos equipamentos utilizados pelos personagens, que parecem, ao mesmo tempo, avançados e perfeitamente humanos. Fora isso, porém, o filme não brilha. Não tem alma. É como uma embalagem muito bonita para um presente sem graça. O problema parece estar na história, reciclada de outras tantas obras de ficção científica.
“Uma História de Amor e Fúria” é uma animação. Brasileira. Às vésperas da copa. Com enredo tentando fazer um apanhado da história do país. Partindo de uma trama de amor. Tem toda cara de cilada e de propaganda ufanista disfarçada no mesmo estilo “o melhor do Brasil é o brasileiro”, com o agravante de ser irrecuperavelmente brega. Para nossa sorte, não é o caso. Mérito maior de Luís Bolognesi, diretor que estreia na função, mas já um roterista escolado, tendo feito o ótimo “Bicho de Sete Cabeças”. Leia mais
Originalmente, “Mama” era um curta pertubador, também dirigido por Andrés Muschietti. Era um plano-sequência, muito bem construído, que mostrava duas crianças, irmãs, no meio da noite, que precisavam fugir de algo bastante sinistro. A tal Mama. Na verdade, acho que vale a pena assistir ao curta, que começa lá pelos 50 segundos, depois de uma introdução em que Guillermo del Toro diz que ficou tão impressionado com o material que resolveu bancar o longa. Leia mais
