Até os fãs mais ardorosos dos zumbis, a essa altura, já devem estar um pouco enjoados de ver desmortos no cinema ou em séries de tv. “Guerra Mundial Z” não faz muito no sentido de apresentar uma nova roupagem ao tema que começa a se desgastar pelo excesso e, ao contrário, parece mais interessado em pegar carona no hype. O que, claro, não faz dele um filme ruim, necessariamente. Leia mais
CategoriaCríticas
A sequência de abertura de “G.I. Joe: Retaliação” já funciona como uma espécie de carta de intenções, especialmente porque, narrativamente, ela não tem função alguma no filme. A cena envolve uma extração, uma retirada de um dissidente da Coreia do Norte. Para isso é necessário uma intervanção dos Joes. Roadblock, o segundo em comando interpretado por Dwayne Johnson, faz um buraco na cerca com uma luva que derrete o arame. O atirador posicionado cria uma distração ao acertar uma xícara nas mãos de um soldado coreano. Antes da missão terminar, Flint – papel de D.J. Corona – troca a bandeira coreana por uma dos Joes, para marcar território. Quando Roadblock vê isso ele diz “filho da…” e corta rapidamente para o título do filme antes que ele tenha a chance de emitir um palavrão. Leia mais
É aquela coisa da trajetória do herói, que funciona em maior ou menor escala, desde “A Odisseia” até “Oz: Mágico e Poderoso”, passando por “Star Wars”. O difícil é tentar entender por que em um filme como “Alice no País das Maravilhas” a artimanha funciona perfeitamente – ao menos nas bilheterias – mas não neste nosso “Jack – O Matador de Gigantes” (que não foi bem lá fora e, ao menos aqui no Brasil, deve ser eclipsado por “A Hospedeira” e “G.I. Joe: Retaliação”). Leia mais
Abrindo o jogo: tive a oportunidade de participar de uma oficina com Kleber Mendonça Filho, diretor e roteirista de “O Som ao Redor”. O filme foi exibido duas vezes. Na segunda acompanhamos Mendonça explicar, cena a cena, quase frame a frame, tudo o que estávamos vendo. Desde sua relação pessoal com as imagens, até as escolhas feitas em relação a locações, enquadramentos, edição de som, enfim, o lado mais técnico da coisa. Isso tudo para dizer que meu olhar sobre o filme acabou ficando bastante contaminado pelo olhar do próprio diretor. Leia mais
É possível que a era mais criativa das animações esteja ficando para trás. E o marco, talvez, seja “Wall-e”, ou “Up – Altas Aventuras”, ambos da Pixar. Se esta hipótese estiver confirmada, talvez estejamos vivendo uma época de aperfeiçoamento de fórmulas já testadas e aprovadas. De um lado, teríamos uma quantidade maior de continuações e derivados do que nos anos 90, mais frutíferos. De outro, novas tramas baseadas nas mesmas histórias e novos personagens que já estão se tornando arquetípicos. Leia mais
Enquanto estava fazendo a pesquisa para preparar sua adaptação de “Anna Karenina”, o grande clássico de Leon Tolstói, o diretor Joe Wright leu, em uma obra de Orlando Figges, que a aristocracia russa do século 19 eram “pessoas vivendo em cima de um palco, onde tudo era encenado”. Daí que – em parte também pelo orçamento limitado – veio a ideia de situar a maior parte do filme em um teatro. E isso fez toda a diferença no modo como somos reapresentados a esse clássico da literatura russa. Leia mais
Você já viu “Oz: Mágico e Poderoso”. Não no sentido de ser uma refilmagem de “O Mágico de Oz” – não é. Mas no sentido de que a trama que fundamenta o filme já foi usada várias vezes (e talvez a melhor ainda seja a peça “O Berço do Herói”, do brasileiro Dias Gomes). Um homem chega em um lugar e é confundido com um aguardado/profetizado herói. Ele se aproveita da situação até o ponto em que sua mentira fica pesada demais, que é quando as coisas ficam sérias. É aí que ele precisa descobrir em si mesmo o que tem de melhor para enfrentar esse perigo. Pelo bem de outros. Leia mais
Em um momento de “Amigos Inseparáveis”, Valentine, Val para os íntimos, resolve que precisa se confessar. Ele diz (cito de memória): “não vou falar sobre tudo o que eu já fiz. Vou falar sobre hoje a noite. Hoje eu transei com uma prostituta, usei drogas, me embebedei, fugi da polícia, enterrei um amigo e atirei em duas pessoas.” O humor negro dá o tom, que é sublinhado pelas atuações. Leia mais
Poucos diretores do cinema hollywoodiano tiveram vidas interessantes o suficiente para merecerem um filme. Desses, a de Alfred Hitchcock fica apenas um pouco atrás da de Ed Wood, já retratada no filme que leva seu nome, dirigido por Tim Burton. Sua fala pausada, comentários ácidos, senso de humor para lá de deturpado, fixação com suas loiras e predileção por temas macabros para seus filmes fazem dele uma grande caricatura de si mesmo e símbolo do cinema.
Já vamos deixar claro que “Duro de Matar 5: Um Bom Dia Para Morrer” não chega aos pés do primeiro filme, que ainda é, incontestavelmente, o melhor filme da franquia (e um dos melhores filmes de ação de todos os tempos, convenhamos). Também perde feio para o terceiro e nem tão feio assim para o segundo. Mas é melhor e mais legítimo que o quarto. Se não servir de consolo, talvez o ideal seja alugar a trilogia original e ficar longe das salas de cinema. Se servir, ainda dá para se divertir um bocado com Bruce Willis e seu bom e velho (mesmo) John McClane. Leia mais
