Com “Argo”, Ben Affleck deixa de ser um dos diretores mais promissores trabalhando em Hollywood, para se tornar um dos melhores diretores trabalhando em Hollywood. Sua trajetória por trás das câmeras sempre foi uma possibilidade, desde que estourou coescrevendo, junto de Matt Damon, o roteiro de “Gênio Indomável”, e ganhando um Oscar por isso. Ali ele já demonstrava boa mão para a narrativa, mas resolveu focar em sua carreira como ator. Felizmente, mudou de ideia alguns anos atrás, fazendo o bom “Medo da Verdade” e o ótimo “Atração Perigosa”. Mas “Argo”, seu terceiro filme, está em outro patamar. Leia mais
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Causa um certo estranhamento, talvez mais se você for um homem, assistir “Entre o Amor e a Paixão”. O filme, afinal, acompanha uma mulher casada, Margot, interpretada por Michelle Williams, com um cara legal, Lou, papel de Seth Rogen (a encarnação do “cara legal”), que, aos poucos, se deixa envolver com um vizinho, Daniel, que é feito por Luke Kirby. O estranhamento acontece pela inversão de papéis, já que o que estamos acostumados a ver essa história sempre do ponto de vista do homem, seja ele o sedutor ou seduzido. Leia mais
Tim Burton nunca foi de esconder suas referências. Há até quem acuse o diretor, sempre tão obcecado com o expressionismo alemão, de tentar, a cada filme, repetir “O Gabinete do Doutor Caligari”. Não sem um pouco de razão, inclusive. Mas “Frankenweenie” abraça um outro aspecto da formação estético-cinematográfica do diretor, que ele mesmo explora pouco: os filmes de horror clássicos. São longas que variam entre arte cinematográfica e o trash (este último devidamente reverenciado por Burton em “Ed Wood”). Leia mais
A adolescência é um lugar sombrio. Cheio de gente pronta para te antagonizar na escola, de ebulição hormonal e sentimental, de medos e de inseguranças. Mas também é um lugar iluminado. Cheio de primeiras vezes, de energia, de vontades e possibilidades. E, especialmente, cheio de amor. Conseguir um balanço entre esses aspectos é, talvez, o maior mérito de “As Vantagens de Ser Invisível”. E está longe de ser o único. Leia mais
Há um mérito inegável em “A Entidade”, filme cujo título nacional entrega mais do que deveria: as cenas em que o diretor, Scott Derrickson, o mesmo de “O Dia em que a Terra Parou” (2008) e “O Exorcismo de Emily Rose”, resolve colocar todo suspense possível, são de arrepiar a espinha. O problema é que o filme não tem muito mais para mostrar além disso.
Para “Busca Implacável 2”, a regra é clara: não se mexe em time que está ganhando. Por isso, foram mantidos os elementos básicos do primeiro filme, com alguma troca de ambientação, e alcançando um resultado similar. Ao que tudo indica, nem passou pela cabeça dos realizadores tentar “levar o filme a um novo nível”, discurso comum e prepotente que envolve a maioria das continuações.
Parte do sucesso das animações, especialmente as de computação gráfica, nos últimos 20 anos, envolve o fato delas buscarem agradar gregos e troianos. Ou seja, ao mesmo tempo em que oferecem um conto moral simples e espetáculo visual para crianças, vêm recheadas de piadas que só os adultos entenderão e apreciarão. Assim, os pais não ficam entediados e as crianças, logo após saírem dos cinemas, garantem seu brinquedo licenciado de seu mais novo personagem favorito. Leia mais
E eis que Seth MacFarlane chegou aos cinemas, depois de ofender meio mundo com suas séries animadas: “Uma Família da Pesada”, “American Dad” e “The Cleveland Show” (que são basicamente a mesma). E a verdade é que durante a maior parte de “Ted”, estreia de MacFarlane na direção, a sensação geral é de assistir a um episódio bem grande de “Uma Família da Pesada”. Essa sensação é reforçada pela trilha orquestrada, cheia de naipe de metais, pelas piadas com a cultura pop e pelas vozes de MacFarlane e de Mila Kunis (já que ambos são dubladores das séries animadas). Leia mais
Sabe aquele tipo de filme que promete muito, buscando construir uma cadeia de fatos e eventos que vão culminar em uma profunda quebra de expectativa? “Poder Paranormal” não é desses. Na verdade, “Poder Paranormal” tem um andamento tão descuidado e uma “surpresa final” tão safada, que até M. Night Shayamalan teria vergonha. E olha que Shayamalan já se colocou em um filme como o cara que salvaria o mundo através de uma obra de ficção. Leia mais
Taí um filme que tinha tudo para dar certo. Um elenco com bons nomes da comédia americana, um diretor bem promissor e um argumento genérico, desenvolvido por bons roteiristas. Tudo essencial para esse tipo de filme. Mas o caldo desandou em algum ponto, entre o roteiro e a direção, que deixou a mistura um tanto indigesta. Leia mais
