Há algo de sublime na rivalidade. Essa beleza acaba sendo passada para as obras de ficção que abraçam o tema. Não apenas em produções focadas em esportes, celeiro natural do assunto, mas em toda narrativa que enfoca competições – das melhores às piores – já que parte da tensão envolve colocar pólos opostos disputando o mesmo objetivo. Mas “Rush: No Limite da Emoção” – e uma única menção ao subtítulo tosco da versão brasileira é mais do que suficiente – eleva a noção de rivalidade para outro patamar, mais elevado, do ponto de vista cinematográfico.
O maior elogio possível a “O Ataque” é definí-lo como uma espécie de “Duro de Matar na Casa Branca”. Isso porque boa parte das melhores características do clássico de Bruce Willis estão aqui presentes. E são justamente elas que fazem com que “O Ataque” paire ligeiramente acima da média do cinema de ação descerebrado hollywoodiano. Mas apenas ligeiramente. Leia mais
Fazer uma biografia implica em enfrentar uma série de armadilhas narrativas. Isso porque o tema é uma vida humana, com todas as suas nuances, incogruências e contradições, que precisará ser resumida em coisa de duas horas. Existem formas de se fazer isso sem se perder. Sem cair nessas armadilhas. “Jobs”, infelizmente, não é um bom exemplo disso.
Não é nem que “Os Estagiários” seja ruim, exatamente. É um filme simpático e dá para rir bastante em várias partes. O problema é que ele promete – pela simples reunião entre Vince Vaughn e Owen Wilson – mais do que entrega. E, infelizmente, os clichês do roteiro absolutamente genérico não ajudam em nada, fazendo com que a química entre os dois atores seja a única coisa a sustentar duas horas de projeção. E talvez até seja suficiente, mesmo. Leia mais
O Sonho Americano dá a tônica de “Sem Dor, Sem Ganho”. Não que precise ser um gênio para perceber como a trama reflete os anseios de um povo que se acostumou a ser melhor do que todo o resto do mundo. A expressão “Sonho Americano” é repetida milhares de vezes ao longo da trama pelos personagens. E, assim como o próprio Sonho Americano, o filme é uma explosão de euforia completamente vazia, tanto para seus participantes dentro da trama, quanto para os espectadores. Leia mais
Vendo os trailers, dá até para imaginar que “Círculo de Fogo” é sobre robôs gigantes que foram criados pela humanidade para enfrentar monstros igualmente enormes que estão invadindo a Terra através de uma brecha no meio do Pacífico. Quer dizer, isso tudo está lá, mas não é sobre isso que é o filme. Nem mesmo sobre as impressionantes batalhas entre essas duas facções. Leia mais
“Charme” é um conceito difícil de ser definido ou apreendido. Há uma série de fatores ou truques que nos fazem chegar perto dele ou mesmo enganam por algum tempo. Mas sabemos de cara quando algo tem ou não. E, dá para dizer sem medo de errar: “RED: Aposentados e Perigosos” tem charme; “RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos” não. Mas até que diverte. Leia mais
Parte da esperteza de “Wolverine – Imortal” envolve algo DC/Warner já vem fazendo com seus (bons) filmes de super-heróis: basear a trama em alguma história do personagem que se consagrou ao longo do tempo entre os leitores dos quadrinhos. Aqui o ponto de partida é “Eu, Wolverine”, de Chris Claremont e Frank Miller, que leva Logan para o Japão, ainda hoje uma das mais importantes fases do mutante canadense. Leia mais
É um filme do Terrence Malick, afinal. Isso implica em algumas certezas. A primeira é que há algo a ser dito. Uma tese, que será exposta e defendida enquanto assistimos. A segunda, e talvez mais importante, é que não vai ser fácil extrair isso do filme enquanto acompanhamos diálogos interiores em off e os personagens andando a esmo pelos ambientes. Leia mais
O perfeito balanço entre diversão e emoção, entre cenas de ação, humor e drama, temperado com um comentário político – que só aparece se você estiver um pouco disposto a entender dessa forma – é o santo graal dos filmes hollywoodianos. Coisa para poucos, como Steven Spielberg, nos anos 80, ou Peter Jackson, mais recentemente. Mas, e digo sem medo, ao menos com seu “Além da Escuridão – Star Trek”, podemos facilmente incluir J.J. Abrams nesse panteão.
