“Gravidade” é mais do que mera ficção científica

Gravidade

De tempos em tempos, um filme consegue, por motivos e caminhos misteriosos, se destacar da mesmice hollywoodiana. São desses raros encontros entre uma narrativa poderosa e imagens estonteantes, combinadas com atuações convincentes, ritmo, trilha, e muitas outras questões que são ora técnicas, ora estéticas, ora tudo isso e mais. Filmes que justificam todo o aparato da sala de cinema, além da parafernália dos últimos anos: 3D, IMAX e sistema de som anabolizado.

“Gravidade” é um desses.

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“Tá Chovendo Hambúrguer 2″ não supera a graça e diversão do primeiro

O mal das continuações não-planejadas assombra “Tá Chovendo Hambúrguer 2″. O primeiro foi um sucesso, em parte, inesperado. Mas a verdade é que sempre teve tudo para dar certo: personagens carismáticos, arcos de aprendizado edificantes, aventuras e um mundo colorido e divertido. A sequência, porém, faz aquela besteira de querer ser mais do que o primeiro; subir a um novo patamar; essas coisas.

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Affleck aponta o mau caminho para Timberlake em “Aposta Máxima”

Por trás de todos os giros de câmera e edição estilosa, por trás de todos os diálogos espertinhos, disparados com velocidade e elegância, por trás de toda a superfície que é “Aposta Máxima”, o que existe é a cruzada humana rumo à corrupção e a tentativa de libertação. Essa degeneração da alma, postula o filme, é trazida por uma série de verdades convenientes que contamos a nós mesmos para justificar a vida fácil. Não há crime se são as vítimas quem dão o nó na corda, a põe no pescoço e ainda por cima pulam do cadafalso por si mesmas.

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“R.I.P.D. – Agentes do Além” escolhe os clichês errados

É injusto dizer que “R.I.P.D. – Agentes do Além” é uma mistura de “MiB” com “Os Caça-Fantasmas”, como se está dizendo muito por aí. É, afinal, uma mistura de “MiB” com “Ghost”. Mas não é uma combinação pura, já que o que temos aqui não é o melhor dos dois filmes, senão apenas as aparências. Porque, na verdade, uma versão de “MiB” com fantasmas, tinha tudo para dar certo. Leia mais

“O Tempo e o Vento” se perde no meio de muitas histórias

É de se admirar a ambição de tentar levar para os cinemas o épico gaúcho “O Tempo e o Vento”, escrito por Erico Veríssimo. Os vários tomos, agrupados em três lançamentos – “O Continente”, “O Retrato” e “O Arquipélago” – fornecem muitos personagens, tramas, subtramas e cenários para que se almeje uma transposição total ou fiel. A saída, então, envolve escolher algo dentro disso, que tenha início, meio e fim, com um arco bem desenhado, para render duas horas de projeção. Leia mais

“Uma Família do Bagulho” é cheio de boas piadas

Vez ou outra uma comédia americana surpreende a ponto de ser bem engraçada. Foi o caso de “Porks”, “Quem Vai Ficar Com Mary”, “American Pie”, de “Penetras Bons de Bico” e de “Se Beber, Não Case!” e de tantas outras. Ainda é cedo para dizer se “Uma Família do Bagulho” tem potencial para tanto, especialmente no Brasil que foi brindado com esse título que força um pouco a amizade – e seu péssimo trocadilho auto-referêncial diz mais sobre as distribuidoras nacionais do que sobre o filme. Mas que há potencial, há. Leia mais

“Elysium” usa ficção científica para fazer crítica social

Assim como “Distrito 9″, filme anterior do diretor Neil Blomkamp, “Elysium” é uma ficção científica com uma clara crítica social. Mas, ao contrário do primeiro, que usava uma metáfora mais discreta, do opressor tomando a forma e o lugar do oprimido, aqui não há sutileza. Há uma mensagem a ser entregue ao espectador e todos os elementos, estéticos ou narrativos, são uma desculpa para o fazer. Leia mais

De Niro evita a paródia a si mesmo em “A Família”

Não é a primeira, nem será a última, vez que veremos um filme que irá se prestar a homenagear os clássicos de máfia – filmes que, de “Scarface”, de 1932, à “Os Infratores”, do ano passado, habitam os cinemas. Mas poucas vezes isso foi feito com tanta graça quanto em “A Família”. E pode colocar até mesmo “A Máfia no Divã”, interpretada pelo mesmo Robert De Niro, que, desde “Cassino”, é capaz de, mesmo dormindo, construir um mafioso convincente. Leia mais

“A Invocação do Mal” resolve abraçar os clichês e fazer direito

Não há nada de novo em “A Invocação do Mal”. Na verdade, uma forma de ver o filme é como uma colagem de vários outros filmes de horror, especialmente aquele subgênero específico que envolve uma família que resolve se mudar para uma casa nova, sem se dar conta de que lá foi palco de atos terríveis. A outra forma é notar como esses elementos são combinados de forma harmônica, buscando algo além do que sustos fáceis, mas a criação de um clima de tensão que vai crescendo, pouco a pouco, ao longo do filme. Leia mais