Entre 1997, lançamento de “Batman e Robin”, e o início dos anos 2000, muitas ideias para um novo “Batman” foram levantadas e acabaram caindo em esquecimento. Até que a Warner resolveu colocar à frente da produção um jovem diretor chamado Christopher Nolan, que havia chamado bastante atenção para si depois de ter filmado “Amnésia”, um dos grandes filmes dos anos 2000. Leia mais
Tim Burton não voltou para um terceiro filme. E, sem ele, mais ninguém de sua equipe. Então a Warner teve que começar do começo, chamando um diretor escolado: Joel Schumacher. Se você viveu nos anos 90, deve ter visto pelo menos um dos dois batfilmes dirigidos por ele. Então é difícil tratá-lo como uma escolha esperta, especialmente depois da trilogia do Nolan. Mas a verdade é que Schumacher era um diretor extremamente promissor, vindo de grandes sucessos de público e bilheteria, além de serem clássicos modernos, como “Linha Mortal” e “Um Dia de Fúria”. Isso fora o melhor filme de vampiro a figurar nas tardes da televisão aberta: “Os Garotos Perdidos”.
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Eram os últimos anos da década de 80 e tudo parecia convergir para um filme do Batman. Os quadrinhos já haviam reestabelecido o herói para públicos adultos (além da própria mídia já estar sendo melhor aceita pelos mais velhos, que é quem tinha dinheiro para consumir), e já haviam sido produzidos quatro filmes do Superman, estrelados por Christopher Reeves, todos com relativo sucesso de bilheteria. Leia mais
Comecemos pelo começo: Batman é uma criação do desenhista Bob Kane e do escritor Bill Finger em 1932. Profundamente inspirado no Zorro (rico, identidade de playboy, treinamento, habilidades de detetive, roupa preta com capa), além de um ou outro toque das pulp fictions (“O Sombra”, mais notadamente), as histórias começaram a ser publicadas na Detective Comics. De lá para cá, pouca coisa mudou no conceito basico do personagem: Bruce Wayne é um milionário, filantropo que possui uma vida dupla como o Cruzado de Capa, tudo porque, ainda criança, ele viu seus pais serem assassinados, lhe conferindo um misto de senso de justiça e sede de vingança. Leia mais
Ao pisar no cinema para uma sessão de “Branca de Neve e o Caçador”, uma coisa é certa: não há como essa abordagem para a fábula clássica ser pior do que “Espelho, Espelho Meu”, que estreou por aqui alguns meses atrás. Isso não quer dizer que estamos diante de um clássico instantâneo do cinema, muito pelo contrário. Leia mais
Finalmente chegou o momento esperado por uma legião de fãs de quadrinhos mundo afora. Um filme dedicado não apenas a um supergrupo de heróis, mas a um dos dois supergrupos mais importantes das HQs: Os Vingadores. O plano durou mais de cinco anos, com o pontapé inicial dado na cena pós-créditos do primeiro “Homem de Ferro”, quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) convida Tony Stark (Robert Downey Jr.) para participar de sua ‘Iniciativa Vingadores’. Leia mais
A perspectiva de se ter uma estreia nacional com apenas cópias dubladas não é muito animadora. Sinal de que os distribuidores estão considerando o filme infantilizado, o que é diferente de infantil, como a Pixar e a Dreamworks provaram tantas e tantas vezes com suas belas animações. E, se isso é uma promessa, “Espelho, Espelho Meu” cumpre as expectativas, entregando um roteiro digno de “A Turma do Didi”, com atuações idem. Leia mais
Ao fim de uma sessão de “John Carter” há, basicamente, duas atitudes possíveis. A primeira, e mais inocente, é esbravejar contra os sucessivos clichês do gênero na mesa de bar ou rede social mais próxima. A outra é se lembrar que Edgar Rice Burroughs, autor de “A Princesa de Marte”, que deu origem ao filme, escreveu a primeira das 12 “Crônicas Marcianas” em 1912. O que quer dizer que ele praticamente inventou a maioria desses clichês. Leia mais
O cinema iraniano já não é mais novidade para o ocidente. Desde os delicados dramas de “Filhos do Paraíso” e “A Cor do Paraíso”, ambos de Majid Majidi, até os mais experimentais (na falta de uma palavra melhor), de Abbas Kiarostami e Mohsen Makhmalbaf, entre tantos outros. Por isso, quando um filme iraniano chama atenção hoje, já não é mais pelo exotismo, considerando que já há, lá, uma cultura, uma escola de cinema. Daí a força de “A Separação”, de Asghar Farhadi. Leia mais
Uma das grandes vantagens de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras” é que já devem ter acabado, a essa altura, as reclamações questionando a fidelidade ou não em relação à obra original de sir Arthur Connan Doyle. Teoricamente, isso ficou no passado, preso aos textos e conversas de boteco cometidos na época do primeiro filme. Dessa forma, os roteiristas tiveram mais liberdade para, a partir do gancho deixado, soltar a mão, mas não sem fazer várias referências e homenagens ao personagem, facilmente reconhecíveis para os leitores dos contos e romances originais. Leia mais
