Comecemos pelo começo: Batman é uma criação do desenhista Bob Kane e do escritor Bill Finger em 1932. Profundamente inspirado no Zorro (rico, identidade de playboy, treinamento, habilidades de detetive, roupa preta com capa), além de um ou outro toque das pulp fictions (“O Sombra”, mais notadamente), as histórias começaram a ser publicadas na Detective Comics. De lá para cá, pouca coisa mudou no conceito basico do personagem: Bruce Wayne é um milionário, filantropo que possui uma vida dupla como o Cruzado de Capa, tudo porque, ainda criança, ele viu seus pais serem assassinados, lhe conferindo um misto de senso de justiça e sede de vingança. Leia mais
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Ao pisar no cinema para uma sessão de “Branca de Neve e o Caçador”, uma coisa é certa: não há como essa abordagem para a fábula clássica ser pior do que “Espelho, Espelho Meu”, que estreou por aqui alguns meses atrás. Isso não quer dizer que estamos diante de um clássico instantâneo do cinema, muito pelo contrário. Leia mais
Finalmente chegou o momento esperado por uma legião de fãs de quadrinhos mundo afora. Um filme dedicado não apenas a um supergrupo de heróis, mas a um dos dois supergrupos mais importantes das HQs: Os Vingadores. O plano durou mais de cinco anos, com o pontapé inicial dado na cena pós-créditos do primeiro “Homem de Ferro”, quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) convida Tony Stark (Robert Downey Jr.) para participar de sua ‘Iniciativa Vingadores’. Leia mais
A perspectiva de se ter uma estreia nacional com apenas cópias dubladas não é muito animadora. Sinal de que os distribuidores estão considerando o filme infantilizado, o que é diferente de infantil, como a Pixar e a Dreamworks provaram tantas e tantas vezes com suas belas animações. E, se isso é uma promessa, “Espelho, Espelho Meu” cumpre as expectativas, entregando um roteiro digno de “A Turma do Didi”, com atuações idem. Leia mais
Ao fim de uma sessão de “John Carter” há, basicamente, duas atitudes possíveis. A primeira, e mais inocente, é esbravejar contra os sucessivos clichês do gênero na mesa de bar ou rede social mais próxima. A outra é se lembrar que Edgar Rice Burroughs, autor de “A Princesa de Marte”, que deu origem ao filme, escreveu a primeira das 12 “Crônicas Marcianas” em 1912. O que quer dizer que ele praticamente inventou a maioria desses clichês. Leia mais
O cinema iraniano já não é mais novidade para o ocidente. Desde os delicados dramas de “Filhos do Paraíso” e “A Cor do Paraíso”, ambos de Majid Majidi, até os mais experimentais (na falta de uma palavra melhor), de Abbas Kiarostami e Mohsen Makhmalbaf, entre tantos outros. Por isso, quando um filme iraniano chama atenção hoje, já não é mais pelo exotismo, considerando que já há, lá, uma cultura, uma escola de cinema. Daí a força de “A Separação”, de Asghar Farhadi. Leia mais
Uma das grandes vantagens de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras” é que já devem ter acabado, a essa altura, as reclamações questionando a fidelidade ou não em relação à obra original de sir Arthur Connan Doyle. Teoricamente, isso ficou no passado, preso aos textos e conversas de boteco cometidos na época do primeiro filme. Dessa forma, os roteiristas tiveram mais liberdade para, a partir do gancho deixado, soltar a mão, mas não sem fazer várias referências e homenagens ao personagem, facilmente reconhecíveis para os leitores dos contos e romances originais. Leia mais
É bem possível que se não fosse o fato de Henry Cavill ter se tornado o novo Superman, “Imortais” não ganharia distribuição internacional. O nome do ator é inflado, dando uma força nas bilheterias, e, ao mesmo tempo, a Warner, produtora do Super, consegue que o nome de Cavill seja ligado a filmes de ação.
Tudo daria muito certo, caso “Imortais” não passasse de uma versão genérica de todo épico que vimos nos cinemas nos últimos anos.
As eleições americanas começam bem antes do voto final. O primeiro passo, por lá, é a eleição dos candidatos de cada partido, Democratas e Republicanos, no caso. A campanha é a mesma da final. Debates, comícios, apertos de mão, propaganda, jantares e fotos com bebês. Tudo para garantir o direito de representar seu partido nas urnas e, assim, ser obrigado a passar por tudo novamente. Leia mais
Se você está interessado em ler mais um dos milhões de textos que estão publicados internet afora, dedicando parágrafos e parágrafos descascando a “Saga Crepúsculo”, este talvez não seja seu lugar. Claro, não dá para afirmar que o filme seja algum tipo de estado da arte cinematográfica. Muito pelo contrário. Mas há que se parar um pouco para pensar sobre um fenômeno que segue arrastando multidões aos cinemas.
