É corajosa a intenção de “Ender`s Game – O Jogo do Exterminador” de se basear inteiramente em uma contradição em termos. No universo do filme, a Terra foi atacada, 50 anos atrás, pelos Formics, uma raça de formigas gigantes intergaláctica que estava atrás de planetas para transformar em colônia. Com sorte, conseguimos vencer. Mas a metade de século seguinte é marcada pela paranoia e preparação para uma nova guerra. Leia mais
Se “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada” é um grande preâmbulo, com todo o tempo do mundo para apresentar os personagens e estabelecer a trama, “A Desolação de Smaug” é um caminho direto e vertiginoso para o clímax – e isso também quer dizer que o filme vai acabar no momento exato em que esse clímax estiver para começar. É aqui, também, que as ligações com “O Senhor dos Anéis” vão se aprofundando mais, tanto na temática mais sombria, quanto nas liberdades que Peter Jackson toma para ligar as duas histórias, transformando “O Hobbit” em uma trama sensivelmente mais soturna do que J.R.R. Tolkien havia previsto originalmente. Leia mais
Em princípio não há nada de errado em se refilmar um clássico de Brian de Palma, ele próprio responsável por atualizar “Scarface”. O problema é quando essa refilmagem apresenta quase nada de diferente em relação ao original. Seja em relação aos personagens, seja em relação aos significados em potencial. Esse é o casso deste novo “Carrie – A Estranha”, para qual o original nada deve. Leia mais
Hollywood tem demonstrado que, em geral, não sabe o que fazer com seus grandes astros quando eles envelhecem. A solução tem sido colocá-los juntos em filmes que celebram seu passado mais glorioso. O resultado, como todo filão, é variável. “A Última Viagem a Vegas” responde pelos pontos mais baixos na curva de qualidade e diversão. As vítimas da vez são Robert De Niro, Michael Douglas, Kevin Kline e Morgan Freeman. O primeiro e o último dessa lista já vêm, inclusive, mergulhando nesse sub-sub-gênero já tem algum tempo. Leia mais
É um desafio maior do que parece levar um personagem secundário, por mais popular que seja, da TV para os cinemas. Eles, normalmente, se tornam notórios pela coleção de trejeitos e bordões que apresentam em cena, de forma homeopática, ao longo da novela. Não precisam nem mesmo aparecer em todo episódio. O que não quer dizer que eles conseguiriam sustentar um filme inteiro. Leia mais
Depois de ganhar um Oscar pelo irretocável thriller “O Segredo dos Seus Olhos”, o argentino Juan José Campanella mudou completamente de direção em relação ao seu próximo projeto. Partiu para uma animação, em computação gráfica. Este “Um Time Bom de Bola”. Se por um lado fica claro porque ele escolheu esse projeto – a temática futebolística; a liberdade estética -, por outro, é difícil entender como alguém já tão tarimbado não percebe como o roteiro foi mal construído. Leia mais
Não é exagero dizer que se você gostou do primeiro “Sobrenatural”, deve gostar também do “Capítulo 2″. Todos os elementos estão lá. As atuações corretas, a maquiagem de circo de horrores, a trilha sonora de violino e piano que são mais irritantes que assustadoras, a necessidade dos personagens de resolver boa parte da ação na parte da noite e os belos enquadramentos que usam planos sem cortes para ajudar na criação da atmosfera de tensão.
Filmes de amadurecimento já são considerados um gênero à parte em Hollywood. E dá para entender o apelo, considerando o quanto a cultura deles – e a nossa por osmose – é voltada para a adolescência, momento em que, supostamente, mais amadurecemos efetivamente. Mas, vira e mexe, aparecem alguns filmes que se sobressaem. Às vezes por perverter a fórmula. Às vezes por abraçá-la e mostrar novos aspectos, ainda enexplorados. “Amor Bandido” é do segundo tipo. Com louvor. Leia mais
A sequência inicial de “Capitão Phillips” não apenas são uma aula de bom cinema, aquele que usa as imagens para criar relações de sentido, como estão lá para estabelecer perfeitamente quem são os dois pólos, os dois personagens centrais do longa, de onde vieram e para onde vão. À seu modo particular, tanto Richard Phillips quanto Muse – papéis de Tom Hanks e Barkhad Abdi – têm suas preocupações, medos e angústias e precisam deixar isso de lado para o que é mais um dia, mais uma jornada, de trabalho. Leia mais
Kristen Wiig, depois do sucesso de “Missão Madrinha de Casamento”, aproveitou para desenrolar “Minha Vida Dava um Filme”, projeto pelo qual era apaixonada. Mas, diferente da comédia escrachada, para adultos, do primeiro, este aqui tem um ar de filme independente americano. Daqueles em que os personagens são disfuncionais e adoráveis e que acabam aprendendo sobre si mesmos ao longo de sua trajetória. Pena que não consiga ir além de emular parte desse universo. Leia mais
