Causa um certo estranhamento, talvez mais se você for um homem, assistir “Entre o Amor e a Paixão”. O filme, afinal, acompanha uma mulher casada, Margot, interpretada por Michelle Williams, com um cara legal, Lou, papel de Seth Rogen (a encarnação do “cara legal”), que, aos poucos, se deixa envolver com um vizinho, Daniel, que é feito por Luke Kirby. O estranhamento acontece pela inversão de papéis, já que o que estamos acostumados a ver essa história sempre do ponto de vista do homem, seja ele o sedutor ou seduzido. Leia mais
Tim Burton nunca foi de esconder suas referências. Há até quem acuse o diretor, sempre tão obcecado com o expressionismo alemão, de tentar, a cada filme, repetir “O Gabinete do Doutor Caligari”. Não sem um pouco de razão, inclusive. Mas “Frankenweenie” abraça um outro aspecto da formação estético-cinematográfica do diretor, que ele mesmo explora pouco: os filmes de horror clássicos. São longas que variam entre arte cinematográfica e o trash (este último devidamente reverenciado por Burton em “Ed Wood”). Leia mais
Se tem uma pessoa no cinema brasileiro que é empolgada com os filmes que faz, esse alguém é Breno Silveira, mais conhecido por aqui com “2 Filhos de Francisco”, em que contou a história da dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Agora, em entrevista por telefone ao POP para falar de “Gonzaga, De Pai Para Filho”, ele mostrou o mesmo entusiasmo e orgulho com o trabalho de quando falou sobre seu filme anterior, “À Beira do Caminho”. Leia mais
A adolescência é um lugar sombrio. Cheio de gente pronta para te antagonizar na escola, de ebulição hormonal e sentimental, de medos e de inseguranças. Mas também é um lugar iluminado. Cheio de primeiras vezes, de energia, de vontades e possibilidades. E, especialmente, cheio de amor. Conseguir um balanço entre esses aspectos é, talvez, o maior mérito de “As Vantagens de Ser Invisível”. E está longe de ser o único. Leia mais
Há um mérito inegável em “A Entidade”, filme cujo título nacional entrega mais do que deveria: as cenas em que o diretor, Scott Derrickson, o mesmo de “O Dia em que a Terra Parou” (2008) e “O Exorcismo de Emily Rose”, resolve colocar todo suspense possível, são de arrepiar a espinha. O problema é que o filme não tem muito mais para mostrar além disso.
Para “Busca Implacável 2”, a regra é clara: não se mexe em time que está ganhando. Por isso, foram mantidos os elementos básicos do primeiro filme, com alguma troca de ambientação, e alcançando um resultado similar. Ao que tudo indica, nem passou pela cabeça dos realizadores tentar “levar o filme a um novo nível”, discurso comum e prepotente que envolve a maioria das continuações.
Direto de Vancouver, no Canadá, o animador brasileiro Yuri Lementy conversou com o POP sobre o seu trabalho. O motivo desse bate-papo é a estreia, por aqui no Brasil, de “Hotel Transilvânia”, animação da Sony dirigida por Genndy Tartakovsky, de “Samurai Jack” e “O Laboratório de Dexter”. Lementy foi um dos 70 animadores que trabalharam do Canadá, segundo ele, respondendo pelo total de 1.168 cenas (o que dá uns 70% do filme). Leia mais
Parte do sucesso das animações, especialmente as de computação gráfica, nos últimos 20 anos, envolve o fato delas buscarem agradar gregos e troianos. Ou seja, ao mesmo tempo em que oferecem um conto moral simples e espetáculo visual para crianças, vêm recheadas de piadas que só os adultos entenderão e apreciarão. Assim, os pais não ficam entediados e as crianças, logo após saírem dos cinemas, garantem seu brinquedo licenciado de seu mais novo personagem favorito. Leia mais
Tudo começou com uma ideia da Paris Filmes e da Gullane, produtoras do longa. De olho nas altas vendagens do livro de autoajuda “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, de Gustavo Cerbasi, resolveram que deveria virar filme. Aí entrou na história o diretor Roberto Santucci, que tinha acabado de vir do sucesso “De Pernas pro Ar”, a convite das produtoras, que conversou com o POP por telefone. Leia mais
E eis que Seth MacFarlane chegou aos cinemas, depois de ofender meio mundo com suas séries animadas: “Uma Família da Pesada”, “American Dad” e “The Cleveland Show” (que são basicamente a mesma). E a verdade é que durante a maior parte de “Ted”, estreia de MacFarlane na direção, a sensação geral é de assistir a um episódio bem grande de “Uma Família da Pesada”. Essa sensação é reforçada pela trilha orquestrada, cheia de naipe de metais, pelas piadas com a cultura pop e pelas vozes de MacFarlane e de Mila Kunis (já que ambos são dubladores das séries animadas). Leia mais
