Game of Thrones – S07E04 – The Spoils of War

Game of Thrones – S07E04 – The Spoils of War

Texto recheado de spoilers. Leia por sua conta e risco.

As últimas temporadas de Game of Thrones têm seguido um padrão mais ou menos constante. Depois de alguns episódios carregados de diálogos geralmente expositivos, com algum eventual desenvolvimento de personagem e cujo clímax envolve assassinatos motivados por conluio político, somos finalmente recompensados com um capítulo realmente interessante. Nos dois últimos anos a recompensa veio em Hardhome e Battle of the Bastards. The Spoils of War é o responsável por ampliar o interesse desta sétima temporada. Leia mais

Game of Thrones – S07E03 – The Queen’s Justice

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Texto com spoilers. Leia por sua conta e risco.

“A Justiça da Rainha” é um título capcioso. Apesar de duas mulheres disputarem oficialmente a coroa de Westeros, outras também aparecem em posições de comando e lidando com a mesma questão. Toda a nuance de um dos melhor escritos episódios até então já começa pela forma como ele foi batizado. De resto, The Queen’s Justice é um capítulo cheio de bons diálogos e violência gráfica e psicológica, que é o que faz com que vejamos Game of Thrones para começo de conversa. Leia mais

Game of Thrones S07E02 – Stormborn

Stormborn

Texto cheio de spoilers. Leia por sua conta e risco.

Ao ver Stormborn, o segundo episódio desta sétima temporada, chama atenção a elegância da montagem, ainda mais notável pela direção de Mark Mylod, aqui em sua quinta colaboração em Game of Thrones. As transições entre cada segmento são mais orgânicas e livres, com liberdade para ir e voltar de um ponto para outro conforme a necessidade narrativa. É um capítulo sensivelmente mais agradável de ver do que os dos últimos três anos – quando os múltiplos focos faziam com que cada nova visita a Westeros parecesse uma série de pequenos recortes. Leia mais

Em Ritmo de Fuga

Baby Driver

Não há nada em Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, 2017) que seja particularmente novo. É a história do homem silencioso e envolvido no mundo crime que precisa fazer um último grande trabalho para salvar sua honra, seu amor e seu futuro. Quando se trata do roteirista e diretor Edgar Wright, porém, é sempre menos uma questão de “o que” está apresentado na trama e mais de “como” ela está apresentada. O resultado é puro deleite cinemático em uma conjugação absolutamente única de formas, cores e sons. Como todo grande filme deve ser. Leia mais

Game of Thrones S07E01 – Dragonstone

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Texto com spoilers de Game of Thrones. Leia por sua conta e risco.

Game of Thrones inovou pouco em seu retorno para a sétima temporada. Dragonstone, assim como a maioria dos episódios que abriram as últimas temporadas, possui uma função prioritariamente didática, responsável por nos ressituar em relação aos personagens ao mesmo tempo em que os reposicionam no tabuleiro de Westeros. Não por acaso a imagem literal de um tabuleiro com o mapa dos Sete Reinos aparece com destaque, reforçando a ideia de “jogo”, ao menos duas vezes: na conversa entre Cersei e Jaime Lannister (Lena Headey e Nikolaj Coster-Waldau) e na sequência final com Daenerys Targaryen (Emilia Clarke). Leia mais

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

A sanha hollywoodiana por lucros livres de riscos dita que uma propriedade com potencial de venda não ficará muito tempo sem receber uma nova versão e relançamento comercial. Para ser vendável, todavia, é preciso que a refilmagem apresente algo de novo, dizendo algo sobre o mundo em que vivemos. Portanto, para entender a que se propõe Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming, 2017) é preciso diferenciá-lo tanto da trilogia Homem-Aranha (Spider-Man, 2002, 2004 e 2007) quanto do díptico O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, 2012 e 2014). A até então inédita integração do personagem com o Universo Cinematográfico Marvel dá uma pista para começar este debate. Leia mais

Doutor Estranho

Doutor Estranho

Ao longo da última década a Marvel abusou do modelo de usar o cinema de gênero como base para suas produções – Homem-Formiga (Ant-Man, 2015) usa as bases do thriller de assalto, Os Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014) é uma ópera espacial. Se este processo criou um gênero independente, Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016) é um mergulho dentro da própria Marvel, partindo da “história de origem” do primeiro Homem de Ferro (Iron Man, 2008) para ir além. O resultado é talvez o mais humano dos filmes lançados pelo estúdio. Leia mais

Aquarius

aquarius

Há uma cena de O Som ao Redor (2013) em que Francisco (W.J. Solha), o “dono” na rua em que a ação se desenvolve, acorda de madrugada, parte rumo a praia e mergulha no mar. Ali ele é um tubarão, criatura pré-histórica e predadora que mantém toda uma sociedade refém de suas vontades e sede de sangue. Em Aquarius (2016), novo filme do mesmo Kleber Mendonça Filho, há uma sequência que espelha seu trabalho anterior – especialmente se considerarmos a função dos personagens de Irandhir Santos em cada produção (segurança no primeiro e salva-vidas neste segundo). Clara (Sônia Braga) mergulha sozinha no mar e aproveita o que há de melhor em morar onde mora: um antigo, mas charmoso, prédio na orla de Recife. Leia mais

Jason Bourne

Jason Bourne

O hiato de nove anos entre O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, 2007), derradeiro filme da trilogia original, e este Jason Bourne (2016) foi preenchido por mudanças estruturais na organização geopolítica. Se Jason Bourne (Matt Damon) era o espião possível do pós 11/09 agora ele procura encontrar um lugar em um mundo pós Snowden e WikiLeaks. Vigilância e proteção de informações, subtemas caros ao cinema de espionagem, ganham novas dimensões. Não é mais a falta de memória e a busca pela própria identidade que movem o personagem. É a busca pela verdade em sua história pessoal, que se traduz como metáfora nas mentiras que movem o mundo. Leia mais

Life: Um Retrato de James Dean

Life: Um Retrato de James Dean

O que há por trás de uma imagem? A postura mais cínica fica entre o nada absoluto e uma sucessão infinita de outras imagens. A menos, em contrapartida, considera a possibilidade de que por trás de uma imagem está a própria vida. Ou ao menos uma fatia dela. Life: Um Retrato de James Dean (Life, 2016) é antes de tudo um líbelo pela segunda opção. A busca de Dennis Stock (Robert Pattinson) não é pela fama impulsionada pelo apelo de um prestes-a-ser-descoberto James Dean (Dane DeHaan), mas sim por conseguir apreender através de suas lentes algo da eletricidade que ele sentia naquele momento e que de alguma forma estava representada no jovem ator. Leia mais